E como a matéria tem que se espiritualizar na exata proporção que o espírito tem que se materializar.

Projetistas fazem canais, arqueiros airam flechas, artífices modelam a madeira e o barro, o homem sábio modela-se a si mesmo. – Buda Gautama Sakyamuni

“Te Advirto, quem quer que sejas, Oh Tu que desejas sondar os Mistérios da Natureza. Como esperas encontrar outras excelências, se ignoras as excelências de tua própria casa? Em Ti está oculto o tesouro dos tesouros.

"Lembra-te que não é o que tu pensas que cria o que tu És. É o que tu És que criou o que tu pensas e que se afastou disso. Assim, portanto, a Vibração estava ligada à consciência mas do vosso ponto de vista: aquele da personalidade."

“Não acredite no que você ouviu;
Não acredite em tradições porque elas existem há muitas gerações;
Não acredite em algo porque é dito por muitos;
Não acredite meramente em afirmações escritas de sábios antigos;
Não acredite em conjecturas;
Não acredite em algo como verdade por força do hábito;
Não acredite meramente na autoridade de seus mestres e anciãos.
Somente após a observação e análise, e quando for de acordo com a razão
e condutivo para o bem e benefício de todos, somente então, aceite e viva para isso.”

Siddharta Gautama, o Buddha


Sim!...o tao sabe disso!
hipocrates sabia disso!
a homeopatia sabe disso!
não existe doenças e sim doentes!
uma pessoa so recebe um vírus...
quando o seu corpo ja esta pronto para recebe-lo!
ou seja,...
ja quebrou sua cadeia imunológica!
e assim é com qualquer patologia!
por isso!....
a unica cura verdadeira!...
é saber conservar o corpo dentro das leis que o regem!
Tomaz Aldano



“Nem mente, nem intelecto, nem ego, nem sentimento ..."
Só amor sabedoria.

Na verdade, é por focalizar-se mais e mais na luz que você atrai a escuridão e você terá que começar a lidar com ela num momento, pois ela é algo que torna você mais poderoso e mais
perigoso para as forças do mal.


21 de outubro de 2011

O EGO




Algumas vezes em minha caminhada ouvi de praticantes espirituais expressões como “é preciso matar o ego” ou “é preciso abandonar o ego” para trilhar um caminho de iluminação.

Nada mais falso.

Ego, em latim, significa “eu”. Tanto Freud como Jung afirmavam que o ego tem a função de controlar a vida consciente e ligar o mundo interno ao mundo externo. Para Jung, o ego é um complexo (com idéias inconscientes associadas a vivências). Dessa forma, não é possível “matar” ou “abandonar” o ego. O primeiro passo rumo ao tão sonhado estado búdico/crístico de consciência é harmonizar/organizar o ego.

É verdade que o ego em seu estado negativo* (como o apego, raiva e ilusão**) atrapalha a total fusão com o Cosmos (nível cósmico de consciência). Isso devido ao ego ter a natureza da dualidade enquanto o Cosmos é não-dual. Por exemplo, o ego sendo o “eu”, entende que existe o “outro”. O Cosmos, entretanto, é “Uno” (indivisível), portanto não-dual.

Mas o ego é nossa manifestação de individualidade, sem o qual nem mesmo o mais elevado espírito pode encarnar. O desafio humano-espiritual de uma vida terrena é justamente conseguir equilibrar o Ser cósmico (não-dual) com o Ego (dual).

Assim, um dos perigos de afirmações como “é preciso abandonar o ego”, é a tendência de negar as pequenezas, reprimindo-as. Noutras palavras, a tentativa de “matar” (ou “abandonar”) o ego é a sabotagem do próprio ego negativo na jornada da alma.

Além disso, reprimir as pequenezas é torná-las mais fortes e perturbadoras à nossa psique. Com o ego perturbado e/ou desestruturado, buscar a iluminação pode ter um desdobramento trágico: o estado de fragmentação entre a nossa natureza pessoal e a prática diária. Tendemos a criar uma máscara usando como referência um padrão/apego espiritual, deixando de viver o eu-interior.

Essa fragmentação se manifesta geralmente na própria vida do(a) praticante espiritual. É possível se desenvolver práticas rigorosas espirituais, enquanto não se consegue o mínimo para a subsistência física-terrena. Ou ainda, ter uma vida física-terrena abundante, belas práticas espirituais, mas ter uma mente cheia de preocupações e/ou uma vida emocional conturbada.

Em alguns casos mais extremos, é possível se desenvolver estados psicopatológicos. Algumas pessoas buscam iluminação de forma tão distorcida que acabam desenvolvendo ao longo do tempo estados psicóticos (distorção e/ou perda de contato com a realidade). Isso ocorre com o uso mal orientado de técnicas de hiperconsciência (estado mental de êxtase divino), e sobretudo com o abuso de drogas psicoativas para alterar e expandir a percepção espiritual.

Por outro lado, com o ego equilibrado, aceitando que temos que trabalhar limitações e tornando-as conscientes, é possível galgarmos o verdadeiro caminho da iluminação. É possível trabalharmos no sentido de dissolver as negatividades e integrar o ego ao nível do Ser (não-dual).

Então, em vez de “morte do ego”, talvez seja mais propício falarmos de “transformação do ego” em seus aspectos negativos. De transmutar as negatividades que distorcem o discernimento límpido do verdadeiro movimento da vida espiritual: a expansão gradativa e equilibrada da consciência.

Portanto, o sentido saudável e legítimo da “morte do Ego” é unicamente a transformação. A coerência entre o ego e a Iluminação. A integração do Ser nos níveis físico-terreno, emocional, mental e espiritual.

* O ego negativo possui um caráter positivo e outro negativo. Eles são contrapostos a consciência crística e funcionam como dois lados da mesma moeda. Se o indíviduo fica preso a um dos lados, ele estará ligado também ao outro. Exemplo de dualidade: apego X não-apego. O mesmo exemplo em nível de consciência crística: atitudes de preferência. A única forma de alcançar a consciência crística é transcender aos dois lados do ego, ou seja, transcender a dualidade (STONE, 2001, p. 82, 83).


** Segundo o Budismo Tibetano, são os três venenos. “Podem ser entendidos como aflições psicológicas primárias que perturbam a mente e bloqueiam a expressão de sua natureza essencialmente pura: ‘a ganância/fixação, ódio/aversão e ilusão, ou ignorância fundamental, que percebe da maneira equivocada a natureza da realidade’” (LAMA, 2001, p. 224 apud GODOI, 2010, p 21).

extraido do blog consciência adamantina 

Fonte-www.http://vandersongodoi.

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